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Comunicado

  • Federação Pela Vida
  • 12 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

"...e aos costumes disseram NADA"


"Tal como é prática nas democracias maduras, a Federação pela Vida, enviou a nove

candidatos nas próximas eleições presidenciais, um questionário com onze perguntas

(de resposta sim/não) sobre as matérias do aborto e da eutanásia, da maternidade em

risco, barrigas de aluguer, de educação e da liberdade de consciência. Questões

estruturantes que nos últimos 30 anos têm galvanizado o debate político na sociedade

portuguesa e internacional. E que continuam na ordem do dia.

Além da solicitação de resposta (que poderia não compreender a totalidade das

perguntas) foi possibilitado que os candidatos juntassem textos explicativos das suas

opções. Durante quatro semanas procurámos em contactos institucionais e pessoais,

obter uma resposta daquelas candidaturas.

Tomámos esta iniciativa porque entendemos que é essencial ao eleitor saber o que pensa

o futuro Presidente da República e como se pode esperar que exerça o seu mandato, em

especial, naqueles momentos em que tiver de decidir sobre a promulgação de um

diploma sobre estes temas.

Só Henrique Gouveia e Melo respondeu a esta solicitação. Com palavras de apreço pela

iniciativa e pelo trabalho da federação e das suas associadas, explica na sua carta (que se

pode encontrar no nosso site) porque optou por não dar uma resposta concreta aos

temas propostos. Louva-se o respeito democrático demonstrado.

Sem resposta ficaram pois o milhão e meio de eleitores que votaram Não no referendo de

2007 (tinham sido 1, 3 milhões em 1998), os 93 mil subscritores da iniciativa popular de

referendo sobre a eutanásia, os movimentos cívicos que se tem batido pela liberdade de

educação, as mães que se debatem com dificuldades para levar por diante a sua

gravidez, os profissionais de saúde cuja liberdade de consciência se encontra ameaçada.

Mas também todos os que pensando diferentemente da federação sobre estes assuntos

se arriscam a legitimar com o seu voto, candidatos que depois agirão contra as suas

convicções.

Divulgando o resultado deste questionário não esgotamos o nosso desejo de obter essas

respostas e apelamos à Comunicação Social para que prossiga na sua missão de

informar todos os portugueses. A bem de umas eleições em que cada candidato diga aos

eleitores ao que vem e estes possam decidir com pleno conhecimento de causa."

A Direcção da Federação Portuguesa pela Vida

Lisboa, 12 de Dezembro de 2025




Perguntas feitas pela Federação Pela Vida:


1. Concorda com a Lei do aborto de 1984, que o despenaliza, com diferentes

prazos, nos casos de:

violação □ Sim □ Não

malformação do feto □ Sim □ Não

perigo para a vida física ou psíquica da mãe? □ Sim □ Não


2. Concorda com a Lei do aborto de 2007, que o despenaliza quando a pedido da

mãe até às 10 semanas?


□ Sim □ Não


3. Entende que a atual legislação do aborto deve ser alterada para ampliar a sua

prática?


□ Sim □ Não


4. Entende que o “Direito ao Aborto” deve ser reconhecido como Direito

Fundamental?


□ Sim □ Não


5. Entende que devem ser tomadas mais medidas para apoiar a maternidade em

risco, de forma a viabilizar o nascimento de crianças e a garantir que as mães se

sintam capazes de acolher cada filho?


□ Sim □ Não


6. Entende que a sociedade portuguesa precisa de ver legalizada a eutanásia?


□ Sim □ Não


7. Entende que a maternidade de substituição (vulgarmente designada como

‘barriga de aluguer’) deve ser permitida em Portugal?


□ Sim □ Não


8. Entende que as famílias devem poder escolher a escola dos seus filhos, seja

pública, social ou privada, suportando o Estado um custo padrão em qualquer das

opções?


□ Sim □ Não


9. Entende que a Educação Sexual na Escola deve estar sujeita ao escrutínio dos

pais?


□ Sim □ Não


10. Entende que a objecção de consciência é um direito fundamental, que deve ser

legalmente protegido?


□ Sim □ Não


11. Entende que a permissão do aborto, ‘barrigas de aluguer’ ou da eutanásia se

sobrepõem ao direito dos profissionais de saúde à objecção de consciência?

□ Sim □ Não




 
 
 

2 comentários


Maurice Duke
Maurice Duke
06 de jan.

This statement really highlights the importance of staying informed and active in the community, especially when life gets so busy that we lose track of these vital updates. It reminds me of a period last year when I was juggling several social advocacy projects alongside a very demanding certification program. I was so stretched thin trying to give my full attention to the causes I cared about that I honestly wished I could find a way to have someone take my class online for me just to free up some time for what really matters. It is a constant struggle to balance our personal education with our commitment to the world around us, but posts like this help keep everything in…

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Joseph Nik.
Joseph Nik.
06 de jan.

Reading this Comunicado 1 from Federação Pela Vida makes it clear they asked presidential candidates tough yes/no questions on topics like abortion, euthanasia, education, and freedom of conscience so voters can know where each one stands before Portugal’s elections. I once had a week full of school work and was so overwhelmed that I had do my assignment for me service, and that help gave me time to think more deeply about big issues like this without feeling rushed. The statement shares how this group reached out to election candidates to get clear answers on social issues so voters have better information before choosing.

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